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8 de março: a força que move o Espírito Santo e o Brasil
Imagem gerada por I.A
POR FABIO DEL PORTO PARA A REDAÇÃO DO CAPIBA HOJE

O calendário marca 8 de março, mas a essência desta data pulsa em cada amanhecer, no esforço silencioso e na voz altiva das mulheres que constroem a identidade do nosso país. No Dia Internacional da Mulher de 2026, o tema global proposto pela ONU — “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas” — ressoa com uma urgência que não permite mais esperas. É tempo de celebrar a beleza da caminhada, sem fechar os olhos para as pedras que ainda precisam ser removidas do caminho.

O Cenário Nacional: Desafios e Alertas

O Brasil chega a 2026 com conquistas históricas, mas os números da violência de gênero ainda são feridas abertas. Em 2025, o país registrou um recorde triste: cerca de 1.470 casos de feminicídio, a maior marca desde que a lei foi criada em 2015. É uma média brutal de quatro mulheres mortas por dia apenas por serem mulheres.

No mercado de trabalho, a barreira invisível persiste. Mesmo sendo a maioria nas universidades, as brasileiras ainda enfrentam uma desigualdade salarial que gira em torno de 21% em relação aos homens, além da persistente “dupla jornada” que sobrecarrega a saúde mental e física.

O Espírito Santo em Foco: Avanços no Norte Capixaba

Aqui no nosso quintal, a realidade capixaba mostra que a união entre políticas públicas e consciência social começa a colher frutos. O Espírito Santo encerrou 2025 com uma redução significativa: foram 33 feminicídios, o menor índice desde 2017.

Programas como o Mulher Segura, que utiliza tecnologia para monitorar agressores, têm sido fundamentais para proteger nossas capixabas. No entanto, o desafio permanece no cotidiano: o combate ao assédio e a busca por mais mulheres em cargos de liderança nas nossas empresas e na política local ainda são pautas prioritárias para este ano.

A Beleza da Resistência e uma Mensagem de Esperança

Mas não se engane: a matéria-prima da mulher brasileira não é a dor, é a resiliência. Vemos isso na produtora rural que transforma a agricultura familiar, na jornalista que informa com ética, na mãe que educa com coragem e na jovem que ocupa espaços na tecnologia e nas artes.

Às mulheres que nos lêem: vocês são a estrutura que sustenta a sociedade. O “brilho” que o mundo vê hoje não é apenas estético; é o reflexo de quem sobreviveu a tempestades e aprendeu a reger o próprio destino. A beleza deste dia está na consciência de que nenhum direito a menos será aceito e que o futuro, obrigatoriamente, terá que ser feminino, justo e livre.

“Ser mulher é um ato de coragem diária. Que neste 8 de março, a homenagem se transforme em respeito, e o aplauso em direitos garantidos.”

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