Política
Lula critica invasões dos EUA e falta de ação da ONU

REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE COM EBC

 

O presidente Lula voltou a criticar neste sábado as invasões dos Estados Unidos e o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e afirmou que as grandes potências querem ser as “donas do mundo”. A declaração ocorreu durante o fórum Celac-África, evento que reúne líderes latino-americanos e africanos em Bogotá:

“Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país”, disse.

O presidente também condenou o que chamou de passividade da ONU diante de conflitos internacionais:

“O que nós estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras. E quando é que a gente vai tomar uma atitude para não permitir, sabe, que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, apontou.

Outro ponto abordado foi o interesse de países ricos em minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos na economia global:

“Depois de levarem tudo o que a gente tinha, agora eles querem ser donos dos minerais críticos e das terras raras que nós temos. Nós já fomos colonizados, fizemos luta pela independência, já conquistamos democracia, já perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar outra vez”, disse.

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula falou sobre as justificativas norte-americanas para as ações militares ao redor do mundo.

“E agora se invadiu o Irã a pretexto de que o Irã estava construindo bomba nuclear. Cadê as armas químicas do Saddam Hussein? Onde elas estão? Quem as achou? Ou seja, nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que as pessoas constroem o inimigo, constroem a imagem negativa do inimigo para justificar a destruição. Que mundo que nós estamos?”, falou.

O presidente também comentou a situação política em países como Venezuela e Cuba.

“O que fizeram com a Venezuela, o que tentaram… isso é democrático? Em que parágrafo, em que artigo da carta da ONU tá dito que um presidente de um país pode invadir o outro? Em que documento do mundo está dito isso? Nem na Bíblia! Não existe nada que permita isso acontecer. É a utilização da força e do poder para nos colonizar outra vez. Ou seja, nós não teremos chances agora que nós descobrimos que temos terras raras, que descobrimos que temos minerais críticos”, completou.

O presidente Lula participa neste sábado, na Colômbia, da Celac, a cúpula de líderes latino-americanos e caribenhos. Entre os principais temas do encontro estão o desenvolvimento econômico sustentável, combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas, segurança alimentar e energia, além das tensões políticas na região.

Compartilhar nas redes sociais

Em apenas 1 ano e 4 meses de gestão, prefeito Lucas Scaramussa concede aumento de quase 24% para 31 categorias que ganhavam abaixo do salário mínimo

Pix, aluguéis e golpes: as fake news sobre o Imposto de Renda de 2026

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

PRF-ES registra queda de 8% no número de mortes, mas alerta para infrações graves em 2026

Danilo Gentili apresenta espetáculo de stand-up em Vitória neste sábado

Idoso de 71 anos é atropelado na calçada e fica prensado contra parede em Sooretama

Operação policial em São Mateus resulta na prisão de suspeitos de atentado contra a PM

Prefeitura de São Mateus confirma reajuste de 4% para servidores em meio a inspeções do TRE-ES

Ana Paula Renault confirma favoritismo e conquista o prêmio recorde do BBB 26

Montanhas Capixabas – Venda Nova do Imigrante faz história com o primeiro Distrito Turístico do Espírito Santo

Roberto Carlos celebra 85 anos com show histórico e homenagens emocionantes em Cachoeiro de Itapemirim

Crise no Estreito de Ormuz provoca choque logístico e eleva tensão entre EUA e Irã

André Mendonça vota para manter prisão do ex-presidente do BRB