
A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.
Mesa:
vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES), conduz reunião;
relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
POR FABIO DEL PORTO
Em sessão encerrada no início da tarde desta terça-feira (14), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou o seu relatório final. O documento, que possui mais de 400 páginas, detalha a estrutura de financiamento de grupos criminosos e a expansão das milícias em centros urbanos, com ramificações em setores da administração pública.
O texto aprovado sugere o indiciamento de parlamentares, empresários e agentes de segurança pública, além de propor mudanças estruturais no combate à lavagem de dinheiro no Brasil. Entre as recomendações principais, o relatório defende a criação de uma força-tarefa permanente entre a Polícia Federal e os estados para monitorar a transição do tráfico de drogas para o controle de serviços essenciais, como gás e internet, em comunidades vulneráveis.
A oposição, embora tenha votado contra alguns pontos específicos do relatório, não conseguiu barrar o texto-base. O documento agora segue para o Ministério Público Federal (MPF), que deverá avaliar a abertura de ações penais contra os citados.




