Brasil,Economia
Juros do cartão de crédito rotativo disparam e atingem 436% ao ano em fevereiro
Imagem: Agência Rádio2

REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE

 

Levantamento do Banco Central aponta alta nas concessões de crédito livre para pessoas físicas; inadimplência também registra crescimento no período.

Os brasileiros enfrentaram um cenário de crédito mais caro no segundo mês de 2026. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (30), a taxa média das concessões de crédito livre para pessoas físicas subiu um ponto percentual em fevereiro, consolidando a marca de 62% ao ano. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação já soma 5,4 pontos percentuais.

O grande vilão do orçamento doméstico continua sendo o cartão de crédito rotativo. A modalidade registrou uma alta expressiva de 11,4 pontos percentuais apenas em fevereiro, atingindo o patamar de 435,9% ao ano — o nível mais alto desde o início da série histórica recente.

O paradoxo da limitação de juros

Apesar de estar em vigor desde janeiro de 2024 uma norma que limita o valor total da dívida no rotativo — impedindo que o montante ultrapasse o dobro do valor original da fatura —, as taxas anuais continuam variando sem uma queda real.

Especialistas explicam que a trava legal atua sobre o estoque da dívida acumulada, mas não reduz a taxa de juros pactuada no ato da contratação. Dessa forma, o “taxômetro” dos bancos permanece elevado, afetando diretamente quem não consegue quitar o valor integral da fatura e entra no crédito rotativo, que tem duração máxima de 30 dias antes de ser obrigatoriamente parcelado pelas instituições financeiras.

Outros indicadores de crédito

O relatório do Banco Central também trouxe alertas sobre outros setores:

  • Cheque Especial: A segunda linha de crédito mais cara do mercado acompanhou a tendência de alta, atingindo 147% ao ano.

  • Inadimplência: O índice de atrasos superior a 90 dias nas operações de crédito livre subiu para 5,5% em fevereiro, refletindo a dificuldade das famílias em honrar compromissos sob taxas elevadas.

  • Consignado: Para quem busca alternativas, o crédito consignado permanece como a opção mais viável, com taxas médias variando entre 23,8% (servidores públicos) e 59,4% (setor privado).

O aumento dos juros ocorre em um momento de contração nas concessões, que caíram 8% para pessoas físicas no mês, indicando uma postura mais cautelosa tanto dos bancos quanto dos consumidores diante do custo do dinheiro.


Este vídeo detalha os dados divulgados pelo Banco Central e explica como as taxas de juros impactam o crédito livre no Brasil em 2026.

Compartilhar nas redes sociais

Em apenas 1 ano e 4 meses de gestão, prefeito Lucas Scaramussa concede aumento de quase 24% para 31 categorias que ganhavam abaixo do salário mínimo

Pix, aluguéis e golpes: as fake news sobre o Imposto de Renda de 2026

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

PRF-ES registra queda de 8% no número de mortes, mas alerta para infrações graves em 2026

Danilo Gentili apresenta espetáculo de stand-up em Vitória neste sábado

Idoso de 71 anos é atropelado na calçada e fica prensado contra parede em Sooretama

Operação policial em São Mateus resulta na prisão de suspeitos de atentado contra a PM

Prefeitura de São Mateus confirma reajuste de 4% para servidores em meio a inspeções do TRE-ES

Ana Paula Renault confirma favoritismo e conquista o prêmio recorde do BBB 26

Montanhas Capixabas – Venda Nova do Imigrante faz história com o primeiro Distrito Turístico do Espírito Santo

Roberto Carlos celebra 85 anos com show histórico e homenagens emocionantes em Cachoeiro de Itapemirim

Crise no Estreito de Ormuz provoca choque logístico e eleva tensão entre EUA e Irã

André Mendonça vota para manter prisão do ex-presidente do BRB