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Macron chama plano de Israel para Gaza de “desastre prestes a acontecer”

O presidente francês Emmanuel Macron criticou nesta segunda-feira (11) a decisão de Israel de ampliar sua operação militar na Faixa de Gaza, classificando a medida como um “desastre de gravidade sem precedentes prestes a acontecer”. Ele propôs a criação de uma coalizão internacional com mandato das Nações Unidas para estabilizar o território e reforçou o apelo por um cessar-fogo permanente.

Na última sexta-feira (08/08/2025), o gabinete de segurança israelense aprovou um plano estratégico para assumir o controle da Cidade de Gaza, com o objetivo de derrotar o Hamas e encerrar o conflito. A proposta inclui o desarmamento do grupo, a libertação de cerca de 50 reféns, dos quais estima-se que 20 estejam vivos, e a desmilitarização completa da região, mantendo Israel no comando da segurança mesmo após o fim da guerra.

Macron alertou que, com a reocupação da Cidade de Gaza e dos campos de Mawasi, “os reféns israelenses e o povo de Gaza continuarão sendo as primeiras vítimas dessa estratégia”, e que a medida pode levar a “uma guerra sem fim”.

O conflito teve início em 07/10/2023, quando o Hamas lançou um ataque contra Israel, matando 1.200 pessoas e sequestrando 251 reféns. Desde então, as forças israelenses realizam bombardeios e operações terrestres. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), cerca de 1,9 milhão de pessoas  (mais de 80% da população local) foram deslocadas.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mais de 61 mil palestinos morreram desde o início da guerra, sendo mais da metade mulheres e crianças. Israel afirma que ao menos 20 mil dos mortos eram combatentes do grupo.

A ONU alerta que a situação humanitária se deteriora rapidamente, com relatos diários de mortes por fome. Segundo a organização, mais de mil pessoas foram mortas desde maio ao tentar buscar alimentos, após mudanças no sistema de distribuição de suprimentos impostas por Israel.

Israel sustenta que a guerra pode ser encerrada se o Hamas se render, enquanto o grupo radical condiciona o diálogo à melhora das condições de vida na Faixa de Gaza.

Por: CNN Brasil

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