DA REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE
Uma ofensiva estratégica contra o crime organizado sacudiu as estruturas do tráfico de drogas nesta quarta-feira (8). A Operação Vento Norte, deflagrada em uma ação integrada entre as Polícias Civis da Bahia e do Espírito Santo, com o apoio fundamental do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mira uma organização criminosa de alta periculosidade que operava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e distribuição de entorpecentes entre os dois estados.
A investigação, que já vinha sendo monitorada pelos setores de inteligência, aponta que o grupo utilizava rotas comerciais e empresas de fachada para dar aparência de legalidade aos recursos oriundos do crime.
Ramificações no sistema prisional
O que mais chamou a atenção das autoridades durante o cumprimento dos mandados foi a confirmação de que o crime não respeita as grades. Dos mandados de prisão expedidos para o território capixaba, dois alvos principais já se encontravam detidos dentro do sistema prisional do Espírito Santo.
Essa descoberta evidencia a tentativa de ramificação de facções baianas em solo espírito-santense, demonstrando que lideranças continuavam a coordenar operações logísticas e financeiras mesmo sob custódia do Estado. A integração entre as polícias civis foi crucial para identificar esses elos e neutralizar a comunicação externa desses detentos.
Asfixia financeira: R$ 3,8 milhões bloqueados
Além das prisões, a “Vento Norte” focou no pilar principal das organizações criminosas: o poder financeiro. Por determinação judicial, foram bloqueados aproximadamente R$ 3,8 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados.
Para os delegados à frente do caso, a lavagem de dinheiro é o motor que permite a expansão das facções. Ao confiscar esses valores, as forças de segurança impõem uma derrota significativa ao grupo, impedindo o financiamento de novas remessas de armas e drogas para as regiões Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia.





