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Policial penal é preso após agredir e ameaçar de morte a própria filha de 12 anos em Vila Velha
Policial penal é preso após agredir e ameaçar de morte a própria filha de 12 anos em Vila Velha

O suspeito, que apresentava sinais de embriaguez, teria tentado esganar a adolescente e usado uma faca para intimidá-la; ele resistiu à prisão e foi contido com arma de choque.

VILA VELHA – Um policial penal de 50 anos foi preso em flagrante na noite da última terça-feira (21), no bairro Ponta da Fruta, em Vila Velha, acusado de agredir e ameaçar de morte a própria filha, uma adolescente de 12 anos. De acordo com informações da Polícia Militar, o homem estava em visível estado de embriaguez e teria afirmado que consumia bebidas alcoólicas há cerca de dez dias.

A ocorrência teve início após uma discussão acalorada entre pai e filha. Segundo o boletim de ocorrência, o agressor teria tentado esganar a menina e, em posse de uma faca, passou a proferir ameaças de morte, chegando a dizer que “ou ele a mataria, ou ela teria que matá-lo”. Para escapar das agressões, a adolescente conseguiu se trancar em um dos quartos da residência.

Quando os militares chegaram ao local, encontraram a vítima trancada e em estado de choque. A menina apresentava ferimentos na região do pescoço, compatíveis com a tentativa de enforcamento.

Resistência e prisão Ao receber voz de prisão em frente à sua residência, o policial penal resistiu e tentou fugir para o interior do imóvel, escondendo-se em um dos cômodos. Foi necessário o acionamento da Força Tática, que utilizou armas de choque (dispositivos eletrônicos não letais) para imobilizar e capturar o suspeito.

O homem foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha, onde foi autuado em flagrante. Na manhã desta quarta-feira (22), a adolescente passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória.

Histórico Este não é o primeiro incidente envolvendo policiais penais na região em contextos de violência doméstica, o que levanta discussões sobre a saúde mental e o acompanhamento de agentes de segurança pública. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) deve instaurar um procedimento administrativo por meio da Corregedoria para apurar a conduta do servidor.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e o nome do envolvido não foi divulgado para preservar a identidade da menor, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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